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terça-feira, 26 de maio de 2009

O jornalista mochileiro

Por: Aline Lamas
Gabriela Rangel
Milena Nepomuceno


Mochileiro desde moleque, Zeca Camargo encontrou na profissão de jornalista a oportunidade de dividir suas experiências de viagens com o público.
Exemplo disso é o seu 2o. livro sobre viagens "Isso aqui é seu", lançado recentemente.
A obra é um complemento da série de reportagens "Isso aqui é seu", que foi exibida aos domingos pelo Fantástico. O livro traz os bastidores das reportagens e as percepções do jornalista.
Em entrevista exclusiva ao blog, Zeca fala sobre os desafios e prazeres do jornalismo de viagem, sobre seu livro e da sua interação com o público, através de seu blog.


Confira como foi a entrevista.






Jornaliste-se: Como surgiu a idéia de fazer o livro?
Zeca Camargo: Logo depois da primeira volta ao mundo começamos a pensar numa próxima. Como na anterior teve um blog e o livro, a idéia desse projeto era fazer outro livro com melhor acabamento por causa dos patrimônios maravilhosos, patrimônios, locais lindos que mereciam um livro a altura. Então fui fazendo um diário de viagem, ao longo do trajeto e quando cheguei escrevi esse livro durante seis semanas.

J: Como foi o critério de escolha dos patrimônios?
ZC: São mais de 700 patrimônios pelo mundo, o que torna complicado escolher apenas dez. Então, junto com a UNESCO, foram dois anos negociando sugestões, lugares bacanas, um pouco com a própria equipe do Fantástico em busca de lugares que a gente não tinha ido ainda. As pirâmides do Egito, por exemplo, são patrimônios, mas a gente já tinha feito a reportagem. Eu mesmo já conheci patrimônios na Camboja e Japão. Então a idéia era fazer lugares diferentes que o público ainda não conhecesse e acho que deu certo.

J: O que é mais difícil e o que é mais prazeroso no jornalismo de viagem?
ZC: O mais difícil é viajar com o equipamento, porque é muita coisa pesada. A gente viajava, por exemplo, com 80 kg de equipamento, é um trambolhão que você tem que arrastar. Mas o melhor, o mais bacana é que você tem a oportunidade de dividir com um publico lugares e experiências maravilhosas. Vários desses lugares eu já conhecia sozinho e eu tinha o maior barato de voltar, porque dessa vez estava voltando para mostrar para todas as pessoas. E o barato de fazer jornalismo é poder dividir as informações.

J: Como é a preparação para esse tipo de jornalismo?
ZC: Mergulhando na cultura do local. É imprescindível saber e conhecer a cultura que se pretende falar. E, claro, entrar em contatos antes com as pessoas. Sobretudo a UNESCO ajudou bastante nesse contato com as pessoas que trabalham com esses monumentos e assim, quando chegamos já tinha uma pré-produção que facilitou bastante.

J: Que dica você dá para os estudantes de jornalismo que querem trabalhar com jornalismo de viagem?
ZC: Sejam curiosos sempre, nunca se sabe qual o assunto que interessará e que vai despertar curiosidade, sobretudo aos seus leitores, telespectadores, ouvintes, internautas.

J:Como você vê o seu blog?
ZC: Eu adoro. Meu blog é o canal mais direto que eu posso ter com o público e eu faço questão disso. Antes de lançar o livro, convidei as pessoas para me entrevistarem via blog e eu achei super legal. O blog é o canal para a interatividade.



Outros livros publicados pelo jornalista

quarta-feira, 20 de maio de 2009

“Sou um ator representando um jornalista”

Oscar Filho, o repórter do “CQC” cuja especialidade é celebridades conversou com o blog Jornaliste-se na sua apresentação na cidade de Lorena – Vale do Paraiba.
Ele que dizia nunca usar um terno na vida, pois é filho de advogado, conta que sempre fez humor. “Sempre fui o engraçadinho da turma.” Artista do gênero comédia stand-up, o atualmente repórter viu sua vida mudar quando um produtor do "CQC" lhe ofereceu uma vaga no programa. “Ele viu um vídeo meu no Youtube e me chamou pra fazer.” A conversa com Oscar foi rápida, pois logo após iria apresentar seu show ao publico da cidade e mesmo aos estudantes da universidade Unisal.




Confira os melhores momentos da entrevista.

Jornaliste-se: Você não é jornalista por formação, mas exerce esse papel. Nos conte sobre seu começo nos palcos e agora a frente do CQC.
Oscar Filho: É muito interessante, porque eu queria ser ator. Nasci em Atibaia e queria ir pra São Paulo fazer teatro, assim, comecei a caminhar pelo humor naturalmente, fazendo peças engraçadas, quando vi que tinha tino pra coisa. Sempre fui o engraçadinho da turma, e por causa do Stand Up, um vídeo meu foi parar no Youtube, e foi visto pelo diretor do CQC na Argentina, assim me chamaram pra fazer. Faço uma coisa que não esperava nunca, fazer parte de um programa de TV dessa forma, como um jornalista de humor, que na verdade é repórter, já que jornalista eu não sou. É muito louco!
Meu pai é advogado e queria que eu também fosse, mas disse que nunca iria colocar um terno na minha vida pra trabalhar e ironicamente eu estou trabalhando com terno. A vida dá umas voltas muito loucas!

J: Como é o trabalho feito para que o humor do CQC não se torne cansativo?
OF: O CQC foi bastante elogiado no ano passado(2008), e virou um pouco a menina dos olhos da TV. Acho relativamente fácil isso acontecer porque é uma novidade. Nosso principal objetivo era mudar em relação ao ano anterior. Em 2008 teve eleição, copa, uma série de coisas que davam recheio e molho ao programa, agora não tem nada, então teremos que inventar uma maneira de fazer essas reportagens de um jeito que seja novo pro publico, renovar piadas. Inclusive, tem quadros novos lançados. É uma coisa que se tem pensado e que preocupa.

J:Como as matérias são escolhidas? Busca-se informação ou fofoca?
OF: A pauteira do programa, Maira, procura eventos ou coisas relacionadas a política. Por exemplo, Daniel Dantas ou o cara do Castelo. Uma coisa que seja passível de tirar humor e não constrangedor. Não vamos cobrir a morte de uma pessoa, porque precisamos colocar humor nas matérias. Então, a pauteira vê os fatos e distribui pra cada repórter.

J: Há uma forma de não tornar o humor escachado?
OF: Nunca foi conversado em reunião.O diretor nunca nos proibiu de fazer nada, não há censura. Isso era o meu principal problema, porque fui o ultimo a entrar, faltando duas semanas pra começar o programa e não sabia como fazer exatamente aquilo. Os outros já tinham feito teste, matéria, e eu aprendi fazer fazendo o programa. Não teve ninguém pra me falar como eram as coisas, o diretor tinha outros problemas pra resolver. Assim, a equipe inteira tem bom senso, ninguém dá uma idéia inviável e todos pensam igual. O que é muito louco! Há um limite do bom senso e do escachar. É uma preocupação anterior ao programa, isso não foi ensinado.

J: Você tomou uma “revistada” do diretor Hector Babenco, você se sentiu emocionado com esse gesto de carinho do cineasta?
OF: Eu fiquei espantado, porque esperava qualquer tipo de reação. Ele me xingar, ficar quieto, virar as costas e ir embora, menos bater. Porque é a mesma que alguém me fazer uma pergunta, eu levar a mal e bater. Bater passa do limite, ele escachou. Fiz uma pergunta que é ferina e ele tem gabarito, intelecto suficiente para responder verbalmente e não fisicamente. Achei estranho, não esperava isso dele.


J: O CQC entrevista diferentes profissionais. Você acredita que as pessoas tiveram que aprender ao modo como são abordadas?
OF: A abordagem já teve ruptura com o Pânico. No começo ninguém sabia quem era o Pânico, assim como no CQC em relação à abordagem não tradicional ou fazer uma pergunta normal e às vezes só elogiosa pra pessoa. Então, quando o CQC chegou, as pessoas já estavam mais preparadas. Inclusive, isso foi até um pouco negativo, porque as pessoas não sabiam exatamente o que ia vir. Ficava a dúvida de quem era o CQC e a que eles vieram. Acho que conforme o tempo foi passando as pessoas foram aprendendo o que é e a que viemos. No começo, ouvia as pessoas afirmando que íamos sacanea-las, agora já não ouço mais, porque a pessoa sabe que não vou zua-la. É não rir dê, mas ir com. E assim, as pessoas aprenderam a olhar o Pânico e o CQC de formas distintas.

J: Você acha que é uma tendência essa mistura do humor com jornalismo?
OF: A arte do século 21 é a edição. Aprendendo a editar, faz-se o que quiser. Antigamente as pessoas não sabiam e assim era apenas o cara perguntava e respondia, e não tinha corte. Então, o jornalismo com humor é uma edição. Está mesclando duas coisas que dá uma terceira coisa essencial. Não sei se isso é uma tendência, mas sim o misturar coisas pra ter novas. Precisam acontecer coisas novas.

J: Está em processo o diploma de jornalista, como você vê isso trabalhando como tal, sem ter formação
OF: Considero o trabalho que faço como não jornalismo, porque sou um repórter na medida em que pergunto. As perguntas que faço quando chegam pra mim já tem um formato, o tema, e eu coloco as piadas. Para mim, o trabalho que faço no CQC é muito mais de humorista, é um ator representando um repórter, um jornalista, do que um jornalista de fato. Nunca vou falar que sou um jornalista.
Colaboração: Lauren Moraes

Lançamento do livro Cicatrizes- Relatos de violência sexual

Por: Mariana Gasparetti
Milena Nepomuceno

A jornalista Dalila Penteado lançou na noite do dia 19 de maio seu primeiro livro: Cicatrizes – Relatos de violência sexual.
A obra relata a dor e o sofrimento de vítimas da violência sexual, prática que vem crescendo a cada dia na nossa sociedade. O livro aborda fatos reais que transformaram a vida de muitas mulheres.
Todas as vítimas são apresentadas com pseudônimos para preservar suas identidades.
O livro-reportagem inicialmente era um projeto de conclusão de curso, que com o apoio da Palavra & Prece Editora está sendo lançado.
Dalila é repórter da TVA - Canal de São Paulo e cursa pós graduação em Revista Segmentada na UniFiam Faam, onde se formará no final de 2009.
Durante a noite de lançamento na Livraria da Vila, a jornalista falou sobre seu projeto para o Jornaliste-se.



Jornaliste-se: Como foi a escolha do tema para o livro-reportagem?
Dalila Penteado:Na época que estava na faculdade precisava escolher uma problemática, assim, escolhi o estupro. O que foi complicado de trabalhar, porque ninguém quer falar sobre isso. Eu corri atrás e graças a Deus deu o fruto, o livro cicatrizes.

J: Como foi a pesquisa em busca de depoimentos?
DP: A pesquisa foi árdua, porque ninguém queria falar no assunto, uma vez que é um tabu muito grande. Quando se procura por essas pessoas, vai-se na busca por centros e ninguém fala, porque existe uma técnica, uma ética profissional. Com isso, os profissionais barram com o argumento de já terem trabalhado a questão psicológica e não aconselharem retomar o assunto. As pessoas que consegui entrevistar foram boca-a-boca, foi “pelo amor de Deus, me dá uma entrevista”. O Cicatrizes além de depoimentos das mulheres, traz profissionais da advocacia, sexóloga, psicologas, debatendo toda essa questão.

J: Como foi o processo de publicação?
DP: Passei por três editoras, em que apresentei a proposta. A primeira era uma editora de Jundiai, que publicam o livro e sem precisar pagar. Há uma aposta na idéia do autor e lançam o projeto quando aprovado. Mas, a partir do momento em que fui em busca por conta de minha chefe na Secretaria de Segurança Pública, e assim, me informaram que já apostaram muito em projetos e que já tiveram muito gasto e prejuízo, e hoje não apostam mais. Assim, só se pagasse que seria lançado. E, depender de patrocínio é complicado.
Com isso, fui atrás de uma segunda opção, pois um policial militar me indicou uma outra editora. Fui informada que deveria reestruturar meu projeto e apresentar novamente. Assim, eu reformulei a idéia de baseando em como os policiais poderiam tratar dessas mulheres, a maneira como poderiam agir diante de uma mulher que passou por uma situação de estupro. Assim, a editora ficou 15 dias lendo o material, o que geralmente leva 6 meses, mas não viram viabilidade comercial e não aprovaram.
Então, meu padrinho de crisma, o Monsenhor Aguinaldo, indicou a editora Palavra & Prece, assim, apresentei toda minha idéia, marquei entrevista pessoalmente, a editora aprovou meu projeto e hoje estou lançando.

J: Como é o processo para se fazer um livro reportagem?
DP:Eu tive orientação do professor Claudio Tognolli e assim pude aprender a caminhar sozinha. O professor me deu algumas orientações e a partir disso fui atrás de entrevistas, porque é através de pesquisa de campo que conseguimos apanhar todo o conteúdo. Têm-se técnicas de jornalismo literário, de jornalismo investigativo.

J: O que pretende alcançar com o livro?
DP: É importante estimular o debate, as pessoas precisam falar cada vez mais sobre o assunto porque do contrário cria-se um tabu fixo. Então, quando não se fala sobre isso, faz-se muito pouco sobre a problemática. Então é preciso estimular, trazer o assunto a tona na mídia e incentivar a denuncia.

J: O que você aprendeu na concepção do seu livro?
DP:Na verdade sempre gostei muito de escrever e tinha um sonho de consumo que era publicar um livro, e com isso aprendi que tem-se que acreditar naquilo que você faz, que tudo é possível e não pode desistir. Deve-se acreditar no próprio potencial, investir, ter fé que tudo é possível.




Para conferir a entrevista na íntegra acesse o site: http://www.youtube.com/watch?v=xoCCFYP12Qs




quinta-feira, 23 de abril de 2009

Repórter no telejornalismo

O Sindicato de Jornalistas de São Paulo abre inscrões para alunos e mesmo porifssionais da área de jornalismo que quererm se aperfeiçoar em técnicas de telejornalismo.



O curso de Repórter no Telejornalismo, que tem duração do dia 23 de maio a 27 de junho, ensina ao aluno técnicas e peculiaridades na cobertura de matérias para televisão. Desde o momento em que o repórter adquire a pauta até o acompanhamento da edição. Segundo o sindicato, é a prática de campo que faz o estudante e jornalista produzirem bons conteúdos, e esse curso quer apresentar as dificuldades e ensinar técnicas específicas para passar a notícia de forma atraente e concisa sem perder o conteúdo.

O repórter Evandro De Marco do jornal Diário do Grande ABC é quem ministra o curso, sendo realizado aos sábados por 5 horas ao dia.

Conteúdo programático consiste em:
- Texto específico para telejornalismo
- Termos técnicos usados em telejornalismo
- Imagem e som
- Como tornar uma matéria atraente
- O papel do repórter no telejornalismo
- Checagem de informação
- Experiência na rua
- Como cultivar suas fontes
- Apresentação
- Técnicas para narração
- Postura diante da câmera
- Link (entradas ao vivo)
- Como se portar em situações de crise como tumultos, tiroteios etc

Todos esses itens serão feitos em aulas expositivas com matérias de telejornais, exemplos de coberturas em vídeo, exercícios práticos e apostila com textos explicativos.

São apenas 25 vagas, e quem quer participar deve se inscrever até o dia 15 de maio.

O valor do curso é de R$ 180 à vista, podendo ser parcelado com juros.

Para mais informações de como inscrever e mesmo sobre o curso entre no site: http://www.jornalistasp.org.br/index.php?option=content&task=view&id=2242

Rede Brazucah abre inscrições para apaixonados por cinema

Você, estudante de comunicação que gosta de cinema, pode se candidatar a uma das 32 vagas para atuar como Agente Difusor do Cinema Brasileiro(Agente Brazucah).

No dia 27 de abril, a Brazucah Produções inicia a seleção dos novos agentes da Rede Brazucah. Ao todo serão selecionados 32 estudantes das principais universidades do Rio de Janeiro e São Paulo.


A Brazucah foi fundada em 2002 em São Paulo e começou sua longa missão de formação de novas platéias para o cinema brasileiro com o lançamento do documentário Janela da Alma no circuito universitário. Em 2007 respondeu por aproximadamente 30% das campanhas de lançamento de todos os filmes brasileiros estreados em São Paulo e no Rio de Janeiro - dentre os quais o sucesso Meu Nome Não É Johnny. Em seus cinco anos de atuação já promoveu mais de 60 filmes nacionais.

Os agentes são os articuladores da Brazucah dentro da universidade no lançamento de filmes. Faz parte de seu trabalho intermediar e gerenciar os múltiplos contatos nessas instituições, articular parcerias e promoções com entidades estudantis, organizar e produzir eventos de lançamentos de filmes, como pré-estréias. Sua remuneração é por cada lançamento.

Além do trabalho, os agentes participam também de um curso de formação mensal sobre o mercado de cinema e tem oportunidade de assistir filmes antes de todo mundo gratuitamente e freqüentar diversos eventos de cinema. E ainda, participar de circuitos alternativos, como o Festival de Curtas, Festival Latino-Americano de Cinema e outros a qual a Brazucah se liga.

Os interessados devem se inscrever pelo site a partir dia 27/04 . em http://www.brazucah.com.br/. Mais informações são encontradas no próprio site da Brazucah.


Eu, Milena, sou uma agente Brazucah que estou me desligando (em contrato apenas, porque sempre estarei ligada ao espírito da rede), e posso dizer que foi uma experiência única pra mim. Um ambiente em que fiz muitas amizades importantes, fiquei super antenada com o cinema e poder participar dos circuitos alternativos é uma experiência única.

Se você, assim como eu, é apaixonado por cinema não deixe de fazer parte dessa rede, e vá desfrutar das delícias do nosso cinema.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Jornalismo Gastronômico

Por: Gabriela Rangel
Milena Nepomuceno

Alessandra Blanco lançou no dia 25 de março seu primeiro livro: O Melhor do Comidinhas. A obra traz os maiores sucessos do Blog Comidinhas, da autora.

Jornalista e diretora-adjunta de conteúdo do iG, Alessandra há quatro anos escreve sobre gastronomia e dá dicas de locais deliciosos e descolados. O Blog é um sucesso e traz receitas requintadas e diferentes, como a dos dadinhos de tapioca.

Em 2007 sua página foi indicada ao Best of Blogs (um dos mais importantes concursos de blogs do mundo!) na categoria “melhor blog em português”.

Durante a noite de lançamento, na livraria Saraiva, a jornalista falou sobre esse ramo no jornalismo.
Foto:divulgação

Jornaliste-se:
Como começou seu interesse pela gastronomia?

Alessandra: Na verdade eu já trabalho com jornalismo há mais de 20 anos, já fiz várias coisas.

Sempre tive um interesse pela comida em si, e há uns quatro anos fiz uma viagem à Itália e fiquei super encantada com a comida da região. Queria escrever sobre isso pra alguém, foi quando pensei em escrever um blog. Foi assim que começou. Hoje em dia gastronomia não é o meu trabalho principal, mas é meu lado B, faço isso há quatro anos, uma coisa que eu adoro e que também envolve todo mundo, porque todos gostam de comer.

J: Como está o mercado de jornalismo gastronômico?

A: Acho que a gente nunca teve tanto lançamentos de livros de gastronomia, tantas revista na área. Pela primeira vez dois grandes jornais do país têm (Folha de S.Paulo e O Estado de S.Paulo) uma área dedicada à gastronomia, que sai todas as quintas feiras.

J: Quais pré-requisitos um estudante precisa ter para fazer um bom jornalismo gastronômico?

A: Primeira coisa tem que gostar de comer, e experimentar de tudo. Porque na formação de jornalista você aprende a escrever sobre qualquer coisa, sobre economia, cultura e uma das coisas é a gastronomia, no entanto é difícil falar se você não provar. Eu, agora, estou fazendo um curso de chef de cozinha, quero aprender técnica, já cozinho mas quero melhorar. Quem escreve sobre gastronomia tem que ter duas coisas: o jornalismo e entender de comida.

J: Como um estudante, sem meios e contatos, pode iniciar carreira na área?
A: Possibilidade de um atendimento diferenciado, menu-degustação e outras “regalias” só acontece com os grandes críticos de gastronomia, que são poucos. Mas há toda uma outra gama , a gastronomia é muito rica, pode ser o boteco da esquina. O livro que estou lançando tem muito disso, lugares simples que tem uma comida maravilhosa. É possível escrever no começo mesmo sem ter dinheiro para ir aos grandes restaurantes. Isso vem aos poucos, conforme você vai escrevendo vai ficando mais conhecido, e acaba conhecendo os chefs para provar esses menus degustação.

J: Qual a sua opinião em relação ao aumento dos blogs de gastronomia?

A: Acho muito legal, vieram no lançamento do meu livro pelo menos umas dez pessoas que tem blog na área. Não há uma concorrência, pois cada um tem o seu jeito de escrever, um estilo pessoal e acaba se formando uma comunidade. Quanto mais informações melhor, porque cada um descobre um lugar, uma coisa ou uma receita diferente. Essa troca facilita pra todo mundo.

Dicas do jornaliste-se:

>> Panelinha
>> Homem na Cozinha

>> Mixirica

terça-feira, 31 de março de 2009

Reforma ortográfica em versinhos

A reforma ortográfica da lingua portuguesa tem sido motivo de inúmeras confusões na escrita. Há quem diga que isso é um absurdo, já outros que se trata de integrar os países que usam a língua.
O projeto foi aprovado pelas Câmara dos Deputados no dia 21/02/2001, assinado em Lisboa, em 1990. A exemplo do Brasil, os outros sete países onde o Português é a língua oficial: Portugal, Guiné Bissau, Angola, Moçambique, São Tomé, Príncipe, Cabo Verde e Timor Leste também estão adotando o vocabulário ortográfico comum, nos termos do acordo.
A idéia é melhorar a escrita entre os países.
Algumas regras que foram modificadas são:
  • HÍFEN: Não se usará mais:1. quando o segundo elemento começa com s ou r, devendo estas consoantes ser duplicadas, como em "antirreligioso", "antissemita", "contrarregra", "infrassom". Exceção: será mantido o hífen quando os prefixos terminam com r -ou seja, "hiper-", "inter-" e "super-"- como em "hiper-requintado", "inter-resistente" e "super-revista"2. quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com uma vogal diferente. Exemplos: "extraescolar", "aeroespacial", "autoestrada"
  • TREMA: Deixará de existir, a não ser em nomes próprios e seus derivados
  • ACENTO DIFERENCIAL: Não se usará mais para diferenciar:1. "pára" (flexão do verbo parar) de "para" (preposição)2. "péla" (flexão do verbo pelar) de "pela" (combinação da preposição com o artigo)3. "pólo" (substantivo) de "polo" (combinação antiga e popular de "por" e "lo")4. "pélo" (flexão do verbo pelar), "pêlo" (substantivo) e "pelo" (combinação da preposição com o artigo)5. "pêra" (substantivo - fruta), "péra" (substantivo arcaico - pedra) e "pera" (preposição arcaica)
  • ALFABETO: Passará a ter 26 letras, ao incorporar as letras "k", "w" e "y"
  • ACENTO CIRCUNFLEXO: Não se usará mais:1. nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos "crer", "dar", "ler", "ver" e seus derivados. A grafia correta será "creem", "deem", "leem" e "veem"2. em palavras terminados em hiato "oo", como "enjôo" ou "vôo" -que se tornam "enjoo" e "voo"
  • ACENTO AGUDO: Não se usará mais:1. nos ditongos abertos "ei" e "oi" de palavras paroxítonas, como "assembléia", "idéia", "heróica" e "jibóia"2. nas palavras paroxítonas, com "i" e "u" tônicos, quando precedidos de ditongo. Exemplos: "feiúra" e "baiúca" passam a ser grafadas "feiura" e "baiuca"3. nas formas verbais que têm o acento tônico na raiz, com "u" tônico precedido de "g" ou "q" e seguido de "e" ou "i". Com isso, algumas poucas formas de verbos, como averigúe (averiguar), apazigúe (apaziguar) e argúem (arg(ü/u)ir), passam a ser grafadas averigue, apazigue, arguem
  • GRAFIA: No português lusitano:1. desaparecerão o "c" e o "p" de palavras em que essas letras não são pronunciadas, como "acção", "acto", "adopção", "óptimo" -que se tornam "ação", "ato", "adoção" e "ótimo"

Diante essas mudanças e a grande confusão gerada por elas, a Editora Abril e Maurício de Sousa Produções assinaram um acordo no dia 24/03, durante a Feira do Libro Infantil em Bolonha, Itália, para a publicação do livro Turma da Mônica - A Reforma Ortográfica em Versinhos.

A obra terá 32 páginas e abordará as novas regras impostas pelo acordo ortográfico, de forma que facilite a assimilação pelas crianças. O conteúdo foi desenvolvido pela poetisa Yara Maura.

O preço do livro é estimado em R$ 9, 95 e terá tiragem inicial de 60 mil exemplares e deverá chegar as bancas em maio.

domingo, 22 de março de 2009

Jornalismo Cultural em debate no TUCA

Jornalismo cultural é o nome que se dá à especialização da profissão jornalística nos fatos relacionados à cultura local, nacional e internacional, em suas diversas manifestações - como artes plásticas, música, cinema, teatro, televisão, folclore e afins.

Os textos escritos para a editoria de cultura podem trazer uma reflexão sobre os movimentos culturais, aspectos históricos e características com aprofundamento.

Para tal, será realizado nos dias 4 até 8 de maio no Teatro da Universidade Católica/PUC - SP, o I Congresso de Jornalismo Cultural. A principal meta é analisar as projeçoes que indicam o crescimento de bens culturais. Acredita-se que irá crescer o dobro do PIB global nos próximos 10 anos e que o Brasil é um dos líderes desse crescimento.
O projeto visa promover a reflexão e o debate sobre o pensamento contemporâneo, as várias identidades culturais e o espaço nas publicações para a difusão dessa diversidade.


A abertura, no dia 4 de maio, contará com a presença do Ministro Interino do Ministério da Cultura, Alfredo Manevy. Também no dia 4, o diretor do Jornal El País, escritor e jornalista Juan Cruz Ruiz, ministra palestra sobre o Jornalismo Cultural na Europa. A programação inclui também uma grade de palestras com temas pertinentes aos diversos segmentos da cultura como crítica musical, literatura, cinema, televisão, internet, teatro e ciências humanas.

Além disso, os painéis irão abordar e discutir as perspectivas futuras desta especialidade jornalística, o debate entre discurso literário e discurso jornalístico, o desenvolvimento da linguagem, pauta, edição, e a formação do jornalista cultural no Brasil.

Paralelamente, inúmeras manifestações artísticas e culturais acontecerão durante os cinco dias do evento, no local.

No site http://espacorevistacult.com.br/congresso/grade.html é possível fazer as inscrições e obter mais dados sobre a programação e mesmo sobre os palestrantes.

O Congresso conta com o apoio de universidades e instituições ligadas ao meio cultural.

Para mais informações acessem o site da Revista Cult.


terça-feira, 17 de março de 2009

Inovação é fator de decisão

O primeiro emprego é algo do qual nunca nos esquecemos e para poder entrar no campo de trabalho deve-se ter um quê a mais.
O mercado sempre foi um setor de muita concorrência, e só consegue êxito quem detém de um potencial diferenciado.
O que difere uma pessoa da outra sempre foi a inovação e criatividade de cada um.
Daqui a uns anos existirão muitas profissões e todas elas com suas determinadas atividades repetitivas, e só irá sobressair quem tiver o ponto criativo a mais.
Para o consultor Waldez Ludwig quem pretende garantir sua sobrevivência deve criar um estilo único.
Para ele a economia é baseada em conhecimento, e o que importa é a inovação. Essa fala caracteriza muito o mercado atual, em que empresas sejam qual for o setor, vem capacitando seus funcionários para aproveitarem mais o tempo e mesmo produzir em períodos mais curtos.
Para Ludwig, “as idéias não pertencem a ninguém, são patrimônios da humanidade. E o que se vê hoje é muita criatividade para pouca inovação”. Aqui, é essencial ter em mente que não adianta apenas ter boas idéias (criatividade). É essencial desenvolver um modelo de gestão que permita colocá-las em prática (inovação).





Adaptando essa estratégia no jornalismo, analisamos a pirâmide invertida, o lead, nas diversas formas de fazer um jornal milimetricamente aceito e lido pelas pessoas. Porém, é evidente que apenas essas formas não conquistam o público.É sempre necessário a busca do diferencial, não basta escrever como se fosse apenas ser lido por quem escreve, mas sim, ter a noção que muitas pessoas vão captar o que está escrito.
Essa busca por inovação é vista em muitos veiculos. Basta notar a mudança feita no Globo Esporte SP em que o apresentador Tiago Leifert invade as casas de forma descontraida e inusitada. No link abaixo, vê-se a interação dele com o público.

Além do Globo Esporte, muitos programas estão mudando seu formato para atrair mais o público e assim se manter mais próximo dele.

As propagandas que o SBT faz com o Silvio Santos em cada estado do país é um exemplo, já que mostra que o canal está em todos os locais.

Por isso mesmo, não basta apenas ser mais um.
"O único fator de competitividade das empresas chama-se inovação, e a capacidade de inovar só vem do ser humano e não de máquinas", afirma Ludwig.
As pessoas, programas, textos passam a ser notados pela sua raridade e não necessariamente a importância.